26 de setembro de 2007

Desencanto

Triste relato. Um retrato sobre o que fazer, ou melhor agir. Sinto-me breve e pesado. Sem continuação. Aquele pesar que esteve a meu lado o tempo todo, já passou. Levou consigo amargura e desalento. O arco-íris desbotou. O que sobrou o vento leva para outros cantos. Tão distantes de se alcançar quanto de carregar.

Pobre lua.
Tão bela e solitária. Aquela que conforta amantes e mata aos poucos os tristes.

Amor, eu lhe pergunto: O que aconteceu com o silêncio? Aquela sensação reconfortante de estar acompanhado. De ver as estrelas te iluminarem os olhos. O sabor daquele sorriso que, infelizmente, não era para mim. Eu te amo. E ainda não sei bem o porque.

17 de setembro de 2007

Grávidos

Depois de Escorpião (25), Leão (23) e Libra (22), nasce um Teles Taurino.
A cegonha chega em maio de 2008.

Esperar sete meses para ver um antigo sonho vir a tona. Um menino? Futebol. Uma menina? Alegria das três que já passaram pelas transformações da vida.

Agora só me resta virar tia em 2009. Mas este desejo ainda está na etapa do planejamento. Espero sentada.

27 de agosto de 2007

Fechado para balanço ~

http://blocodasnuvens.blogspot.com

30 de julho de 2007

Páginas Amarelas

"Tudo o que eu queria era poder mijar em paz."
M. B. H., 22 anos sobre infecções urinárias

"Se tudo der errado, irei para aruba viver de turismo sexual."
Y. M. T., 22 anos reiterando a respeito de seu sonho de (des)consumo

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"Anedotas frescas é que nem bixa. Se bobear tamo pegando."
sigla indisponível no momento para evitar danos maiores.

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"Grande feirão semanal: Aluguel de corpos usados. Com salas, quartos e coisinhas multi-uso. Tratar com a proprietária."

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Constatação fabulosa: As anedotas só sobrevivem com o auxílio direto [eu disse direto] de boleiras de caminhões. Entenda como quiser. Mas coma rápido antes que acabe.



~ Uhuuuu, internete bôa é internetê na casa da mimi ~ uiiiiii!

16 de julho de 2007

Tenho necessidade de mim, everyday. Continuo a consumir letras descartáveis. E isto, me transforma em não menos do que fui ontem. A tristeza que bateu, foi passageira. Mas, infelizmente, devo adimitir que quaisquer palavras negativas a este respeito enfurece-me a tal ponto que não mais consigo enxergar alegria no que agora chamo de passado.

Passado que denomino rabiscado. Imaturo, cego, cretino. De tal ponto, com tamanha injustiça, que nem cem mil palavras de conforto retirarão do peito esta injuria. Dez anos se passaram. Tantos foram aqueles que ajudaram. E mesmo assim, o menino ainda não percebeu o que aconteceu. Talvez, nem eu mesmo, adulto, posso chegar a precisar um pouco do que um dia foi presente.

'Sou um ser concomitante.' Esta frase não é minha. Mas é como se fosse. E felizmente, posso dizer que a partir desta realidade multilateral, chegamos aqui. Próximos dos Seis. E cheios de um real-quase-nada que aquece. Mas não transforma. Chego ao tal um terço da vida, acreditando piamente que dormi boa parte do percurso. E sem sofrimento. Pois, se ibernei nos últimos três, é porque nada de bom deve ter se passado por aqui.

Mais um ano, e fim. E, aí que a coisa toda começa. E depois, quem sabe um tal de trinta anos com cara de vinte e três.

Inté saudade.

25 de junho de 2007

Não mesmo, quer saber?

Não, você não sabe como me sinto. Nem ao menos perguntei se você se importava. Estou viva. Isto é fato. Me encontro em estado de constância apreciação da vida terrena e seus prazeres. Isto é óbvio. Mas quer mesmo saber o que me impulsiona a continuar a caminhada? Tênis.

Sim, aqueles com sola de borracha e mola amortecedora de impactos. Além de confortáveis, proporcionam momentos de prazer e deleite incríveis quando resolvo tirá-los do meus pés. Minha marca predileta é allstar converse. Como a maioria daqueles que sofrem da mesma idade que eu. Não sou tão jovenzinha assim como falam. Também não passei dos trinta. Tô na fase intermediária. A mesma que muitos (bem-aventurados) estão, e que se vangloriam tanto a ponto de espancar pessoas em paradas de ônibus. Disso eu não gosto.

Mas tem muitas outras coisas a mais no universo que me incomodam. Uma delas é a combinação do calor plus (vulgo +) falta de sorvete de brigadeiro. E eu adoooro brigadeiro. Um dos pecados que me fazem lembrar do simples fato de estar viva. Aí eu volto pro início. Sabe como é, né? Respirar, não sentir dor, caminhar tranquila, dirigir meu carro sem problemas aleatórios e de causa acidentalística.

Sim, sobrevivi a um deles. E sim, eu gosto de inventar palavras. Mas não vem ao caso. Desta vez, aquele 'acaso', bem maltratado pelo tempo e desgastado pelo próprio significado, não conseguiu me pegar de jeito. Nem a mim, nem a ela. Acho que isso vai nos fortalecer. Sei não.

Também me pergunto se isso é um bom sinal providencial e divino sobre como eu devo me portar (ou melhor dizendo: me comportar) diante as vicissitudes da eternidade de uma vida só (grande não?). Já que a franquia do carro passou dos três zeros antes da vírgula. Porém, como tudo na vida (e hoje estou falando muito dela), me proporcionou uma nova maneira de ver e sentir o tal do 'viver e aprender'. Ou talvez, de não perceber como influencio diretamente na minha saúde mental e física.

Vamos aos exemplos práticos e rápidos: aprendi que quando uma pessoa me pede um favor eu devo pensar quinze vezes antes de dizer sim. Independente se é apenas para passar uma fase do Mário Forever ou levar um objeto de um lugar a outro sem acidentes. Pode ser perigoso para os pedestres e motoristas de plantão.

E por falar em acidente, acabo de me recordar que além de causá-los a torto e a direito, eu também sou fruto de um. Ou talvez não, mas não discutirei religião aqui. Afinal, não durmo direito tem mais de quatro dias. Minha ansiedade ainda me acompanha. E inventei de ler cinco livros de uma vez! Se é que isso, ou o resto de tamanha insignificância, importa para você.

Enfim... Esta , além de ser uma das palavras que mais gosto, soa bastante agradável em qualquer frase. Se bem que não é utilizada da forma correta. Mas confesso que não compactuo deste crime sozinha! Tanto eu quanto o resto dos brasilienses universitários a usam. Mas... quem se importa. Nem ao menos me perguntaram se conheço a forma correta de utilização das reticências!

Ninguém perguntou nada mesmo. Nem se aquele acidente de verdade, envolvendo terceiros, quartos e quintos me fez acordar de vez para a realidade da terra dos Homens adultos e Racionais ou me fez adormecer de vez no Planeta das Amoras Estelares.

Quer mesmo saber? Eu gosto de amoras. E já é tarde para uma moça da minha idade ficar acordada. Passar bem e tenha uma boa noite.